Não há dúvidas de que a F-1 está vivendo a sua melhor fase desde que surgiu. Jamais na história da categoria tivemos seis ganhadores diferentes em seis etapas, como também nunca tivemos um começo de campeonato tão disputado. E foi com este panorama que a categoria chegou à sua sétima etapa no Canadá, onde vimos um Vettel - até então líder do campeonato empatado com Alonso - conquistar uma pole position de forma espetacular. Com esta posição, tudo se inclinava para a sua vitória, mas como estamos falando de uma temporada mais imprevisível do que nunca, tivemos a oportunidade de assistir uma das mais espetaculares provas da categoria, desde a largada até a bandeirada final. Quando faltavam sete voltas para o final, Alonso não tinha trocado os pneus e liderava a prova. Hamilton, por sua vez, já tinha feito as trocas e começou a sua caça aos lideres, ultrapassando um a um até conquistar uma vitória magnífica, resultado com o qual, além de se tornar o sétimo vencedor diferente em sete etapas disputadas no ano, agora lidera o mundial. Devemos reconhecer que foi uma grande aula de estratégia tanto do piloto como da equipe. Alonso pulou para o qu lugar, demonstrando que a arriscada estratégia da Ferrari não funcionou, ao contrário da Lotus que sem trocar de pneus na parte final da corrida, conquistou o segundo lugar com Grojean. Com uma estratégia parecida, as coisas deram certo também para Sergio Perez que chegou em terceiro lugar, o seu segundo podium do ano. Aliás, já tem gente colocando o mexicano na Ferrari no lugar de Felipe Massa na próxima temporada. Felipe estava fazendo uma ótima corrida quando rodou sozinho caindo da quinta para as últimas posições, finalizando em décimo lugar, após muita luta. Realmente a coisa não está nada fácil para o brasileiro que já deve saber que vai depender muito dele a sua permanência ou não dentro da equipe. Bruno Senna não se achou no fim de semana todo, chegando em décimo sétimo ligar. Além desta particularidade da temporada estar super disputada e com diferentes vencedores, o que também nos chama a atenção é a diferença dos resultados entre companheiros de equipe. Antigamente era muito comum vermos dois carros da mesma escuderia lado a lado no grid ou disputando posições. No entanto, agora as diferenças são muito maiores e podemos ver, por exemplo, um integrante liderando a prova enquanto seu companheiro briga por posições intermediárias. Não sei se isso acontece porque a F-1 está mais disputada ou se é porque os acertos dos carros estão (muito mais do que sempre foram) diferentes entre pilotos da mesma equipe. A próxima etapa será o GP da Europa que será disputado em Valencia, na Espanha. Acho difícil um oitavo vencedor diferente, mas se tivesse que apostar em alguém, arriscaria no Raikkonen.
Um forte abraço a todos.
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Robbi Perez
quadriculada@robbiperez.com.br
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