Muita gente tem pedido a minha opinião a respeito dos resultados dos brasileiros pelo mundo afora, principalmente pelo fraco desempenho dos nossos pilotos na categoria máxima do automobilismo mundial, a F-1. É verdade que desde a época de Emerson Fittipaldi, o grande precursor de bons resultados que abriu o caminho para novos talentos brasileiros dentro da categoria, que não passamos por uma situação tão constrangedora e com resultados tão fracos por parte dos pilotos. É claro que para aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com os grandes feitos de Fittipaldi, com os três campeonatos de Nelson Piquet e com a era Senna - que foi umas das melhores da história da categoria - fica difícil chegar ao meio de uma temporada sem algum podium dos nossos pilotos, quem dirá vitórias. Também fica complicado engolir Alonso liderando o campeonato enquanto o seu companheiro Massa vem lá atrás se arrastando, bem como fica difícil entender como Maldonado já conquistou vitória para a Williams nesta temporada, enquanto o nosso Bruno Senna ainda está longe de uma façanha como esta. Acredito que no caso da Ferrari o poder econômico que Alonso tem levado para a equipe o faz ter um atendimento prioritário em termos de evolução do carro, refletindo logicamente em resultados que sabemos que podem consolidar uma situação mais favorável para que a equipe, junto com o piloto, consiga conquistar recursos, já que o seu maior patrocinador não está numa situação econômica muito boa, pelo menos para estar investindo fortunas na F-1. Então a grande diferença está no dinheiro, pois embora Felipe possa ser um pouco menos veloz que Alonso, jamais será com essa discrepância que esta aí expressa. Neste caso só nos resta torcer para Alonso conquistar o título pela Ferrari e assim conseguir um dinheiro novo para que a escuderia possa dar a mesma atenção aos dois pilotos. No caso de Bruno Senna a situação é mais ou menos parecida. Não podemos esperar muito, quando sabemos que já na sexta feira ele tem que ficar olhando um piloto reserva treinar com o seu carro para apenas no segundo treino ele começar a trabalhar para o fim de semana. Esta condição certamente foi aceita pelo brasileiro e deve fazer parte do contrato, mas é muito prejudicial ao piloto. Sem falar que o maior aporte de dinheiro da equipe é levado pelo colombiano Pastor Maldonado. Enfim, nossos pilotos não são ruins, muito pelo contrário. Ruim é a situação que as suas equipes vivem no momento e que hoje não os beneficia. Mas estou muito otimista acreditando que isso irá mudar. Também estou certo de que brevemente teremos alegrias com dois novos talentos que estão na GP2 e que poderão ingressar na F-1 num curto espaço de tempo. É o caso de Luiz Razia que vem fazendo uma temporada fantástica e, liderando o campeonato, já está sendo olhado por muita gente grande. Se o seu talento estiver apoiado por dinheiro, sem dúvida o seu caminho para a F-1 está muito aberto. Também temos Felipe Nasr que na sua primeira temporada de GP2 tem conquistado grandes resultados e, diferente de Razia, ainda irá fazer mais uma temporada na categoria para depois dar o grande salto para a F-1. Não há dúvidas de que com esses dois nomes teremos um futuro quase imediato de aumento da legião brasileira dentro da categoria e é claro, a esperança de tempos melhores.
Em compensação, nos Estados Unidos a alegria brasileira é muito grande na F-Indy. Com duas vitórias até agora e com o segundo lugar no campeonato, Helio de Castro Neves nos faz sonhar com o título deste ano. Faltando ainda quatro etapas para o fim da temporada, o brasileiro está de bem com os bons resultados e acelerando como nunca. Rubinho e Tony Kannan ainda sofrem com o fraco rendimento dos seus carros, mas é certo que daqui a pouco já vão nos dar grandes alegrias. Também nas terras do Tio Sam Nelsinho Piquet está fazendo um grande trabalho na Truck Series e após ter conquistado a primeira vitória brasileira em categorias da Nascar, o piloto luta para estar, até o fim do ano, entre os cinco colocados. Por essas e outras, meus queridos amigos, finquem tranqüilos, pois nossos pilotos continuam os mesmos, É apenas uma questão de tempo (e dinheiro, é claro).
Um forte abraço a todos.
Um forte abraço a todos.
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Robbi Perez
quadriculada@robbiperez.com.br
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