O maior campeonato de monopostos da terra do tio Sam chega a sua fase final e, faltando apenas duas etapas para o fim da temporada, ainda tem muita gente que matematicamente tem chances de levar o caneco. Por enquanto o líder é o Will Power, com 422 pontos, seguido por Ryan Hunter Reay, com 385 e Helinho de Castro Neves com 381. A diferença entre o primeiro e o terceiro da tabela é de apenas 41 pontos, o que significa que na hipótese de Power parar numa das duas etapas restantes e Helinho ganhar uma, pontuando mais do que o atual líder, poderemos muito bem ter o brasileiro campeão deste ano. Isso não é muito difícil, considerando que nas duas últimas temporadas Will Power chegou à última prova como líder do campeonato, mas não levou. É verdade que o piloto da Penske sofre um pouco quando se trata de circuitos ovais, mas essas próximas etapas serão em circuitos mistos onde ele anda muito bem. Por outro lado, Hunter Reay não é um páreo muito fácil, pois é um dos pilotos mais regulares do ano e ainda pode surpreender. Sabemos que Helinho que tem uma garra muito grande e que nessas horas ele bota todo o seu repertório para funcionar. Aliás, seria muito bom ver Castro Neves campeão e dando a volta por cima após tantos problemas que enfrentou na temporada passada. Além dele temos mais dois brasileiros que procuram um lugar ao sol: Tony Kanaan que aparentemente ficará entre os cinco primeiros colocados e o seu companheiro de equipe Rubens Barrichello que se fizer um bom trabalho, ainda poderá ficar entre os dez. Com um equipamento difícil e em condições desfavoráveis em relação aos outros, o baiano tem tirado leite de pedra e merece mais do que ninguém estar entre os primeiros da tabela. Por sua vez, Rubinho que é estreante na categoria, vem embalado com um excelente quarto lugar na última etapa disputada, e, embora não seja uma tarefa fácil, com alguns resultados mais expressivos neste fim de temporada, possivelmente ele poderá chegar a um lugar um pouco melhor do décimo quarto que ocupa atualmente na tabela, posição que está bastante abaixo do que ele pode produzir. Se o comparamos com o seu companheiro e amigo Tony Kanaan, veremos que nesta sua primeira temporada Rubens tem sofrido bastante, não apenas com o carro e com as pistas novas, mas principalmente com a forma americana de se correr que, sem dúvida alguma, é muito diferente do que ele estava acostumado no seu vitorioso passado na F.1. Sem dúvida teremos ainda muito para torcer nessas duas etapas finais e mais uma vez, como nos velhos tempos, o Brasil está na fita.
Um forte abraço a todos.
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Robbi Perez
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