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Indy - grande final



A maior categoria do automobilismo americano de monopostos teve mais uma vez um final de campeonato sensacional, no qual, pela terceira vez consecutiva, Will Power da Penske chegava na última etapa do ano liderando o certame e, mais do que nunca, com as melhores chances de se tornar campeão da categoria pela primeira vez na sua carreira, já que nas duas temporadas passadas perdera o campeonato na última etapa. E desta vez a coisa não foi diferente, pois o piloto não soube aproveitar a vantagem de dezessete pontos que tinha sobre Ryan Hunter Reay, indo mal já nas tomadas de tempos e, largando no fim do pelotão, quando ensaiava uma ultrapassagem sobre o seu rival, perdeu a traseira do seu carro, batendo violentamente contra o muro e pondo fim a mais uma oportunidade de conquistar o seu primeiro grande título. Por sua vez, Hunter Reay fez uma corrida de gente grande e muito calculada. Sabendo que após o abandono de Power tinha que levar o seu carro até o fim da prova, como também que deveria terminar entre os cinco primeiros colocados, chegou num excelente quarto lugar final de uma grande temporada onde não faltou emoções e muita velocidade. Michael Andretti, dono da equipe de Hunter Reay, era uma emoção só e esteve ao lado do seu piloto durante a prova toda conduzindo as estratégias corretas que os levaram a esta conquista. Para os brasileiros, já na corrida anterior tínhamos jogado a toalha, pois Helinho havia perdido a possibilidade de vencer o campeonato, após ter brigado fortemente durante grande parte do ano e nos representando de uma forma muito competente. Também tivemos Tony Kanaan que nos mostrou mais uma vez a sua grande garra de batalhador em cada corrida que lutou até o fim. O seu nono posto na temporada nos faz acreditar que a sua equipe não lhe deu um grande carro, mas também nos dá a certeza de que no próximo ano ele irá nos honrar com grandes corridas e vitórias. Quanto ao nosso Rubinho, o seu décimo segundo lugar demonstra que foi uma temporada de estréia com muita regularidade e competência. Assim como o seu companheiro de equipe Tony, Barrichello também não pode contar com um carro à altura dos Penske ou Ganassi, mas temos que enxergar isso como uma temporada de adaptação que certamente deve ter ensinado muito ao brasileiro, já que o automobilismo americano está longe de ser parecido com a F-1 de onde vem o nosso querido piloto. Não sabemos o que ele fará no próximo ano, mas tenho lido muito a respeito do interesse da Honda em tê-lo num carro na Indy. Sei também que nesses últimos dias tem aparecido algumas oportunidades dentro da F-1, como também sei que ele tem tido mais ofertas em outras categorias. De qualquer maneira, desejo a ele a melhor escolha para 2013 e que continue com essa paixão de dirigir carros de corrida.

Um forte abraço a todos.

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Robbi Perez
quadriculada@robbiperez.com.br


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